Credito Para Condominios

December 17th, 2011 by admin Leave a reply »

Hoje vamos falar sobre mais um credito com uma finalidade especifica: o credito para condominios. Os dois últimos artigos no blog foram sobre a aplicação do crédito pessoal em duas situações especificas: o credito para estudantes e o credito para férias. Com este artigo pretende-se dar continuidade a esta sequência temática.

Credito Para Condomínios: Para que serve?

Muitos portugueses vivem em lotes de apartamentos ou vivendas, como tal existem espaços e despesas correntes comuns que têm que ser geridas e suportadas. Esta gestão é normalmente feita por um administrador do condomínio (um dos residentes em sistema de rotatividade) ou então por uma empresa especializada para este efeito.
Podem ser incluídas neste lote de despesas com condomínio a manutenção e limpeza de espaços comuns como jardins, pátios, garagens, escadas, etc…
Do ponto de vista social e civil o condomínio tem que assumir responsabilidades, portanto os membros pertencentes á administração do condomínio têm que se precaver e saber quais as suas obrigações e os seus deveres quando se encontram nesta situação.
Um dos deveres da administração de um condomínio é definir e recolher cotas periódicas dos seus membros. Estas cotas servem não só para fazer a manutenção de tudo o que diga respeito ao condomínio mas também para a criação de um fundo de reserva obrigatório. Este fundo serve para que caso haja uma necessidade de uma intervenção rápida num condomínio, haja já alguma liquidez para que se possa agir mais rapidamente. Deve-se definir também quais são as situações especificas em que este fundo pode ser utilizado (como obras extraordinárias de reparação ou beneficiação).

Por norma pelo menos dez por cento da quota periódica deve-se destinar a este fundo de reserva.
Mas muitas das vezes, aliás, pode-se mesmo dizer que na esmagadora maioria das vezes este fundo não é suficiente para realizar as obras necessárias. Despesas com obras são sempre muito elevadas e os fundos acumulados muito baixos. Nesta fase os condóminos são chamados e conclui-se que é necessário contribuir com uma quota extraordinária para fazer face ás despesas necessárias. É aqui que o credito para condomínios pode entrar. Se os condóminos não tiverem liquidez suficiente para fazer face a esta quota extraordinária terão que recorrer a um empréstimo. Aqui cabe aos condóminos decidir se avançam para creditos individuais ou um credito para condomínios (conjunto).

É Difícil Contratar um Emprestimo Destes

Apesar de este ser um produto já muito conhecido no mercado, não é muito apetecível pelos bancos pelo que se torna difícil conseguir fazer um com boas condições. O mercado do crédito em geral está muito difícil e este produto em especial mais complicado porque não oferece muitas garantias a quem empresta o dinheiro. Se quando queremos comprar uma habitação ou fazer obras o banco tem a casa como garantia de pagamento. Num credito para condomínio, normalmente não temos um bem corpóreo valioso que sirva de garantia de pagamento, por isso o risco é grande e os bancos tendem a não aprovar um credito deste tipo.

Do ponto de vista do lucro, também não é muito apelativo para os bancos:
Como se trata de um único credito as comissões fixas só se pagam uma vez, ou seja , se tiver uma comissão de estudo de processo de 100€, num credito para condomínio este é o valor a pagar, se fizer um credito individual, tem que multiplicar este valor pelo numero de condóminos , por exemplo de forem 40 condóminos, serão 4000 euros. Isto aplica-se também ás comissões de gestão, como muito bancos cobram uma comissão de cada vez que cobram uma prestação, essa quota vai ser multiplicada por todos os condóminos. Mais numa vez, em vez de 2 euros, cobram 40×2=80 euro. mensalmente (neste exemplo).

Alternativas ao Emprestimo para Condominio

A solução que normalmente os bancos apresentam para estas situações é venderem vários creditos pessoais ou hipotecários. Ou seja, cada condómino aceita fazer um crédito   hipotecário e dá como garantia a sua habitação. Assim o banco consegue garantias (as habitações individuais) e reparte o risco por cada uma delas. Se os clientes não quiserem usar a habitação como garantia, o credito assume as características de um credito pessoal, já falamos aqui das diferenças dos dois tipos de crédito, e naturalmente que as características da garantia deste tipo de credito resultarão num credito com taxas de juro mais elevadas.

Conselhos e Sugestões

A probabilidade de conseguir um credito deste tipo são baixas. A nossa sugestão é que depois de saber qual o valor das despesas a suportar fazer a divisão pelos condóminos e cada um deve procurar o credito pessoal mais barato para a sua carteira. Poderão fazer todos no mesmo banco se isso se revelar mais vantajoso, pois como o banco vende um lote de produtos pode providenciar uma taxa de juro mais baixa, mas como estes casos são vistos condómino a condómino é improvável que isto se verifique.
O nosso conselho para que cada condómino procure em vários bancos qual o credito mais barato e que depois troquem experiências e informações entre si para que consigam a melhor solução para todos.

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