Credito para Energias Renovaveis em 2012

January 8th, 2012 by admin Leave a reply »

Credito Energias Renováveis: a que se destina?

Está a pensar comprar equipamento mais amigo do ambiente? Equipamento que recorra a energias mais limpas? Então senão tiver fundos próprios suficientes poderá precisar de um credito pessoal especifico para aquisição de equipamentos que recorram às energias renováveis.
Uma das situações mais comuns em Portugal é a de se porem painéis fotovoltaicos ou colectores solares térmicos. O nosso país excelente para este efeito pois somos dos países com mais horas de sol da Europa, logo é dos países onde o investimento tem um retorno mais rápido.

Credito para energias renovaveisCreditos da imagem para Stefan Thiesen no Flickr

 

Saiba também que desde 2006 que passou por lei a ser obrigatório a instalação de colectores solares em edifícios novos. Esta medida obriga a um investimento inicial maior para quem vai construir mas a longo prazo permite o aquecimento das aguas sanitárias de uma forma mais económica e amiga do ambiente. Existem a ainda outras opções para quem quer aquecer a casa com energias alternativas como as bombas de calor ou a biomassa.

 

Qual a diferença entre Painéis fotovoltaicos e colectores solares?

Os colectores solares, mais comuns e antigos, têm por objectivo aquecer as sanitárias enquanto que os painéis fotovoltaicos, mais dispendiosos, recolhem a energia solar e convertem-na em eletricidade, que pode depois ser consumida ou vendida a uma rede eléctrica como a EDP.
Não nos vamos alongar aqui com explicações de teor técnico sobre os vários tipos de energias limpas no mercado, pois existem sites e publicações mais competentes para o fazer. Vamos sim fazer uma análise sobre como funciona o credito energias renováveis e se é compensatório face a um credito pessoal genérico.

O ponto de partida é saber se é compensatório fazer um investimento deste tipo, e/ou se recorrendo a um financiamento para o efeito continua a ser benéfico para o consumidor comum.
Muitos de nós estamos preocupados em reduzir a nossa pegada ambiental e se simultaneamente pudermos poupar dinheiro, isso será verdadeiramente fantástico.
A fatura da luz é sempre uma fatura bastante assustadora e incómoda ao fim do mês e que preocupa muita gente, pois a eletricidade é precisa para quase tudo hoje em dia, e temos muitos mais aparelhos eléctricos hoje que tínhamos á um punhado de anos atrás. Quem pensa em investir nuns painéis fotovoltaicos está certamente a pensar em atacar esta ameaça mensal ao orçamento familiar.

Credito Pessoal VS Credito Energias Renováveis

O preço do equipamento e o custo do crédito são determinantes para que o seu investimento tenha o sucesso esperado. Deve pesquisar vários potenciais fornecedores do equipamento e determinar qual aquele que melhor se ajusta ás suas necessidades e á sua carteira. Depois de definido qual o montante necessário para investir, poderá calcular qual será o valor do crédito a efectuar.
Regra geral o credito pessoal não compensa para este efeito, pois o governo celebrou um protocolo com os bancos para creditos destinados á aquisição de equipamentos a energias renováveis.
Podemos destacar bancos como o BPI, Caixa Geral de Depósitos, o BES e o Millennium como alguns dos que assinaram este acordo.
Se optar por um crédito deste tipo terá vantagens que se reflectirão na viabilidade ou não do seu investimento.
Vantagens do Crédito para energias Renováveis:
O Governo comprometeu-se a comparticipar o valor pago por estes equipamentos adquiridos sob o dito acordo, logo sairá mais barato desta forma. Não me vou estender mais neste capitulo e o leitor depressa descobrirá porquê.

 

O que mudou em 2012

Acordo foi cessado

Ao que parece este acordo não foi renovado. Sem noticias da parte do Governo e visitando o site oficial  para este assunto: Paineis Solares, verifica-se que os incentivos apenas referem os anos de 2009 e 2010. Neste momento, devido á situação periclitante da economia nacional, todos estes incentivos foram retirados.

Subida do IVA para 23%

Desde do inicio do ano que apostar nas energias renováveis está mais caro. Se fez as contas o á algum tempo e compensava o investimento, terá que refazer as contas se quiser ter a certeza que não perderá dinheiro. É que desde do 1 de Janeiro de 2012 que o IVA destes equipamentos passou para 23%. Isto significa que para o consumidor final os esquipamentos passaram a custar mais 10% só relativamente a este fator, pois há que ter em conta a actualização natural dos preços que pode rondar o valor da inflação. Incluídos neste aumento de preço estão equipamentos como sistemas solares térmicos, solares fotovoltaicos e ainda bombas de calor.

Fim dos Benefícios Fiscais

Também os benefícios fiscais que existiam para IRS deixam agora de existir. Se nos dois anos anteriores pode beneficiar de uma redução á colecta no valor de 30% do valor de aquisição e instalação destes equipamentos em 2012 o orçamento de Estado aprovado não prevê qualquer benefício para os contribuintes, seja de que escalões forem.

Conclusão

Com os benefícios fiscais a desaparecerem, o aumento do IVA em 10% e o acordo com os bancos para créditos bonificados para estes equipamentos a ser suspenso, sem duvida que fica muito mais difícil tornar este investimento interessante do ponto de vista financeiro, especialmente senão dispuser de capitais próprios. Contudo não desista, Muitos dos bancos continuam a ter produtos próprios destinados a este fim e a taxas mais interessantes do que as do credito pessoal vulgar. É o caso do BPI, da CGD e do Santander Totta, por exemplo
Cada caso é um caso e há muitas variáveis a ter em conta para apurar se é um investimento com retorno. Apesar do Investimento inicial estar agora num valor mais elevado não se esqueça que a energia será gratuita, e daqui a alguns anos se a electricidade continuar a aumentar a este ritmo poderá estar a poupar muito mais dinheiro e até a ter uma fonte de rendimento, caso opte por vender electricidade á EDP.

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